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Qual tipo de líder é realmente transformador?

Caro leitor, permita-me uma indiscrição: você é um líder transformador para valer?

Estou me referindo ao tipo de executivo que utiliza a energia gerada por toda e qualquer mudança para lançar as pessoas à ação –aquela energia que, se canalizada adequadamente, produz movimento e crescimento em uma organização.

No geral, o chamamento à ação pode ser feito de duas formas: repassando a energia com o filtro do medo, o que exige controle externo e funciona apenas no curto prazo, ou com o filtro da aspiração, caso em que os funcionários substituem o controle externo pela autodisciplina, dando margem a um processo sustentável e de longo prazo. O conceito de “liderança transformadora”, que se aplica a essa segunda forma, tornou-se crucial no ambiente de negócios mutante do século 21, porque a energia bem canalizada afeta positivamente o funcionamento do sistema.

Ainda não está seguro da resposta? Então, refaço a pergunta: você, leitor, é um gestor, um líder ou um dirigente? E mais: o que você deseja ser, na busca dos melhores resultados possíveis?

GESTOR, LÍDER OU DIRIGENTE
Bem além da semântica, essa discussão é cada vez mais presente nos fóruns de gestão nacionais e internacionais, às vezes tão presente que parece velha e superada. Na verdade, está mais viva do que nunca, pois, na essência, é dela que dependem os resultados das empresas.

As pesquisas que tenho desenvolvido indicam diferenças importantes entre esses três papéis do executivo. Tais diferenças, que são exploradas aqui, estão diretamente relacionadas com as dimensões racional (estratégia, processos e estrutura) e emocional (pessoas, liderança e cultura) da gestão de uma empresa e a articulação das duas por meio da visão de futuro, ou seja, do propósito empresarial.

Gestor. Se você tem um cargo formal de “chefia” e é responsável por outras pessoas, é um gestor. E um bom gestor é eficiente na criação de bases para resultados empresariais sustentáveis, na articulação e viabilização dos componentes mais racionais da gestão de uma empresa. Mas essas competências, em si, não bastam. Para garantir a eficiência em uma situação de mudança radical, é preciso haver um…

Líder. É aquele que opera com a energia que mobiliza a empresa. Seu foco está na dimensão mais emocional da gestão, formada por pessoas, liderança e cultura. Reconhecida no mercado como mais soft, tal dimensão gera, ou não, a energia mobilizadora para o processo de transformação.

O líder é legitimado por seus liderados, que o seguem voluntariamente – o que difere do que ocorre com o gestor. Indivíduos se tornam seguidores quando se identificam com conceitos, aspirações e expectativas do líder. A essência da liderança é a capacidade de construir e sustentar esse relacionamento, que envolve troca, influência e persuasão.
Assim, enquanto o líder opera mais na mobilização das pessoas, o gestor cuida essencialmente da eficiência operacional de um negócio. A integração das duas dimensões – emocional e racional – é a chave do crescimento da empresa. Ela necessita de um…

Dirigente. É um gestor que consegue somar, em seu perfil e em sua ação, suas capacidades com as do líder. O conceito de dirigente –ou líder transformador– não está relacionado com topo de hierarquia. Pessoas de qualquer nível hierárquico podem ser dirigentes em sua esfera de atuação; basta que trabalhem integrando tarefas e relações e que tenham a coragem de mudar o fluxo natural das coisas.

O dirigente não opera apenas na manutenção e na melhoria contínua, tampouco se restringe à mudança radical. Seu foco não é só estratégia, processos e estrutura, ou pessoas, liderança e cultura. Juntando tudo isso, ele reconhece o fluxo natural e o altera, com coragem e garra, como exige o mundo empresarial de hoje. Tem um propósito claro, uma visão de futuro, que ilumina suas decisões e ações. E assume os riscos.

Leia a matéria completa em: Revista HSM

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