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O storytelling constrói líderes e motiva a mudar

Uma boa história pode ser útil ao mundo corporativo? Sem dúvida, não é gratuita a repercussão da ferramenta storytelling entre os executivos.
Se você, como líder, quiser criar significado para seu pessoal, precisa do story. No entanto, para facilitar a interpretação do que a história quer transmitir, tem de dominar o telling também.

Para desenvolver

Embora seja uma capacidade natural do ser humano, o storytelling tem competências que devem ser despertadas e desenvolvidas, tanto as da criação (ideia e roteiro) como as da “contação”.
Porém, de modo geral, o storytelling requer três princípios básicos. O primeiro é entender que ele tem a ver com comportamento humano, emoções e identificação.

O segundo princípio é a verdade. Uma propaganda de 30 segundos que mostra uma família feliz na praia com ursinhos dançantes e conclui que a felicidade foi causada por uma revisão programada na concessionária está longe de ser verdade.

O maior obstáculo para as empresas seguirem esses dois primeiros princípios é uma “doença” que Robert McKee, principal “guru” de storytelling do mundo, chama de “negafobia”, o medo de tudo o que é negativo. No mundo corporativo, tudo deve ser positivo: os cases são de sucesso, os diferenciais são os melhores possíveis, os valores são excelentes. O lado sombrio fica de fora.

O problema é que, quando isso acontece, a história não reflete o comportamento humano nem é percebida como verdadeira, além de ficar chata.

Assim, descrevo o terceiro princípio de uma boa história: o do protagonismo e antagonismo. Um protagonista deve desejar algo e enfrentar dificuldades no meio do caminho para alcançá-lo.

Diversos usos

O storytelling será utilizado com êxito sempre que for necessário: Entender aonde se quer chegar (o clímax, na história).

  • Definir o problema a ser resolvido (incidente incitante).
  • Desenhar os altos e baixos que provavelmente acontecerão no meio do caminho (trama com complicações progressivas).
  • Mostrar a mudança desejada (arco da história, comparando como o protagonista estava no começo da história e como ficou no final).
  • Conhecer os verdadeiros “inimigos” que podem impedir uma pessoa de chegar aonde quer (forças antagônicas).
  • Entender como se desenham as mudanças de algo negativo para positivo e também vice–versa (pontos de virada).

Empresas que usam o storytelling

A comunicação tradicional não “pega” mais, por conta de uma mudança de atitude profissional que está acontecendo no mundo, vista no fenômeno dos TED Talks, nas grandes histórias do presidente dos EUA, Barack Obama.

As empresas também estão aderindo ao storytelling, porque o consumidor não aceita mais mentiras, as novas gerações querem mensagens que mudem sua vida e a velha economia ficou… velha:

  • A Red Bull não vende latinhas; gera experiências associadas a aventura e adrenalina, que viram histórias.
  • O HSBC não fala mais sobre o banco em sua campanha nos aeroportos; conta histórias assustadoras sobre um possível futuro e questiona se você está preparado para elas. O banco está no subtexto – mais poderoso do que autoelogio.
  • A Coca-Cola não tenta vender refrigerante; para trazer felicidade, ela cria um universo de histórias com o qual as pessoas se identificam.
  • A Marvel não faz filmes ou HQs isolados; constrói pontes entre seus universos de história. Em uma passagem do filme do Capitão América, aparece um cenário destruído no filme do Thor. •
  • Como não vende softwares, e sim resolve problemas de marketing e vendas para as empresas, a Adobe conta histórias que criam conflitos para os clientes: “Você sabe o que seu marketing está fazendo? Nós podemos ajudá-lo”.

Leia a matéria completa em: Revista HSM

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