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Liderança 1.5 grau

Representantes de 195 países presentes à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) aprovaram na histórica data de 12/12/2015 o primeiro acordo universal para luta contra as alterações climáticas e aquecimento global.

A Conferência COP21, também chamada de Acordo de Paris, firmou o compromisso de frear as mudanças climáticas para garantir um aumento da temperatura média global inferior a 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, com urgência de esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C.

O Brasil foi signatário do acordo, mas isso não basta. Existem problemas enraizados na nossa cultura que precisarão ser tratados.

Um grande problema é o raciocínio de curto prazo do brasileiro, que tende a pensar “isso vai demorar muito a acontecer, portanto, não preciso atuar agora”. Um outro obstáculo ocorre quando a pessoa não possui uma meta pessoal, desconhecendo a sua contribuição individual, apostando que os outros irão fazer por ela: “não preciso atuar nesse problema, pois já existem muitas pessoas trabalhando nisso”.

Do ponto de vista das organizações privadas e públicas, um outro obstáculo a ser seriamente considerado reside em seus planejamentos estratégicos. Muitas sequer fazem e as que projetam tradicionalmente olham para o próprio umbigo, desconsiderando o impacto que causam ao redor.

O fato é que nenhum país será bem-sucedido se não envolver a sua população na luta contra o aquecimento global. Não podemos perder tempo, nem pensar que “outros” farão o trabalho. Por isso, chamo a atenção para as principais estratégias com a finalidade de engajar os brasileiros nesse esforço mundial:

A primeira estratégia é educação continuada, iniciando pela revisão curricular, que precisará já em 2016 desenvolver nos alunos do ensino fundamental, médio e universitário princípios para que possam mudar de atitude perante o aquecimento global. A segunda estratégia é a intensificação do serviço prestado pelos veículos de comunicação que já se iniciou, divulgando cotidianamente o tema e envolvendo as pessoas com o compromisso climático. A terceira é por conta de leis, as quais os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário serão responsáveis por criar, implantar, fiscalizar e punir pessoas físicas e jurídicas que comprometam o objetivo climático. A quarta estratégia, tão forte quanto as demais, poderá começar imediatamente por meio da conscientização e ação de milhares de líderes brasileiros, que tratarão de disseminar informações, engajar pessoas e liderar transformações.

Lembro que os líderes estão presentes nas empresas privadas, poder público, esportes, comunicação, educação, saúde, religião e muitos outros setores que lidam com milhões de pessoas diariamente. A sua força para transformação das pessoas é gigantesca. Vamos colocar em prática para defender o planeta?

Reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proporcionar a verdadeira sustentabilidade econômica, ambiental e social definitivamente sairá dos livros de gestão e entrará nos planos de ação dessas organizações e líderes. E preciso começar hoje. Não podemos esperar!

Em meu livro Triunfo da Liderança apresento que o propósito do líder é realizar uma série ações, sendo algumas planejadas e outras espontâneas, com a finalidade de Comandar, Conduzir, Influenciar e Inspirar indivíduos ou grupos para que trabalhem rumo aos objetivos organizacionais e alcancem resultados satisfatórios e mútuos. No caso um dos grandes objetivos será salvar o planeta e a nós mesmos.

Em minha trajetória como consultor e educador observei e tive a oportunidade de trocar ideias com centenas de grandes líderes para entender o “que” fazem e “como” fazem para alcançar sucesso nas suas organizações, obtendo assim ótimos resultados. Ao todo os melhores líderes praticam em comum pelo menos sete ações, contudo, a partir de hoje vou incluir a oitava: identificam tendências e agem; realizam diagnósticos constantemente; usam a intuição a seu favor; tomam decisões com fundamentação; desenvolvem pessoas e ensinam a pescar; criam relacionamentos duradouros; trabalham incansavelmente dando exemplos e atuam para mitigar os impactos de suas organizações nas mudanças climáticas.

Líderes brasileiros, não assistam passivamente a essa chance histórica de assegurar a sobrevivência de nossa espécie no planeta.

E você? Ficará observando ou atuará para ser protagonista nesse grande objetivo?

 

* Roberto Madruga é uma referência nacional como Consultor, Coach, Instrutor, Palestrante e Escritor premiado, reconhecido por sua multidisciplinaridade, experiência prática e criação de métodos estruturados na área de Consultoria e Treinamento. Mestre em Gestão Empresarial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduado em Educação, Especialista em Qualidade, Master em Programação Neurolinguística – PNL pela International Association of NLP Institutes, Coach Executivo e Coach de Carreira certificado pela ICI – International Association of Coaching Institute. Professor de MBAs da FGV, PUC, UFRJ e IBMEC. Madruga é fundador e CEO da ConQuist (www.conquist.com.br).Autor de 5 livros, dentre os quais três foram premiados.

 

Fonte: http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2016/01/28/lideranca-15-grau/

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