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A tríade para a prosperidade
Todos os dias somos lembrados pela mídia e por amigos sobre os problemas graves que atingem nosso país. Com essa avalanche de informação, muitas vezes as pessoas não dedicam um breve tempo para reflexão: quais os principais motivos desses problemas?

 

Um dos princípios científicos mais básicos para resolução de qualquer problema é identificarmos, antes de mais nada, a causa raiz e não apenas a consequência.  Sabemos que são muitas as causas no Brasil, contudo, existem três que andam juntas e formam uma espécie de “Tríade”, a qual precisará ser resolvida para alcançarmos um novo padrão de desenvolvimento:
  • A cultura brasileira do imediatismo
  • O péssimo hábito de escolher mal
  • O baixo desenvolvimento da liderança

 

Vamos refletir sobre os três fatores?
 A cultura brasileira do imediatismo
Somos um povo imediatista. O site Brasil Econômico apresenta uma pesquisa intitulada “Oito em cada dez brasileiros não sabem controlar gastos”, mostrando que 71% apresenta conhecimento parcial de suas finanças. Um outro estudo do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC impressiona ao afirmar que o brasileiro usa empréstimos para comprar mercadorias não consideradas itens de necessidade, como roupas, sapatos e eletrônicos e, em muitos casos, o dinheiro é destinado para comprar itens baratos, que poderiam ser pagos à vista. A pesquisa reforça ainda a cultura do descontrole e do imediatismo, mostrando que 36% dos entrevistados adquirem produtos mesmo não tendo condições e que 30% reconhecem ter comprado, nos últimos três meses, algum bem excedendo o seu limite financeiro.
Esse é apenas um exemplo de como somos imediatistas, priorizando o rápido prazer em detrimento de planejar a prosperidade. O investimento na carreira profissional, por exemplo, deveria ser um dos principais destinos desses empréstimos.


O péssimo hábito de escolher mal
O que é viver se não tomar decisões a cada minuto? Decidimos o que vamos comer no café da manhã, o trajeto para o trabalho, com quem iremos conversar, a qualidade do que iremos produzir, o cardápio do almoço, que programa assistiremos na TV e mais dezenas de pequenas ou grandes situações durante nosso dia. O ser humano veio equipado com a capacidade de escolha, analisando a situação presente e riscos futuros, tornando-nos diferentes em relação aos demais seres do nosso planeta. O problema é que não utilizamos bem toda essa capacidade.
Então escolher mal significa viver mal, pois na medida em que as piores escolhas são tomadas as consequências para o futuro são inevitáveis. O que leva então o brasileiro a se comprometer com escolhas ligadas ao prazer, como por exemplo, decidir entre ir ao cinema ou a um show e a não se envolver tanto em escolher com qualidade quem merecerá o seu voto?
Esse fato está intimamente ligado à tradição do brasileiro de tomar decisões mais baseadas na intuição do que na razão, o que leva as pessoas a não usarem critérios, fatos e dados para decidir o seu futuro. Somos uma nação que prioriza o lado direito do cérebro (lúdico e intuitivo) ao invés do lado esquerdo (analítico e técnico) na hora das escolhas que moldam o nosso futuro, levando as pessoas a se comprometerem menos com os resultados.
Sempre lembro aos executivos durante minhas sessões de Coaching que as melhores decisões são tomadas, utilizando-se, de forma equilibrada, os dois hemisférios cerebrais.


O baixo desenvolvimento da liderança
Em minhas pesquisas publicadas no livro Triunfo da Liderança, de cada 10 gestores que conduzem pessoas, apenas 1 é considerado líder por sua equipe e clientes, pois grande parte se coloca como “chefe”, dedicando-se com mais afinco à burocracia e ao controle de pessoas do que ao pensamento estratégico e liderança.  O grande problema disso é que o momento do nosso país exige soluções mais robustas, planejadas e estratégicas conduzidas por líderes.
Qual a diferença entre “chefiar” processos e liderar pessoas? Lembro que isso nada tem a ver com o nome do cargo que a pessoa ocupa. Embora muitas vezes as palavras chefia e liderança sejam confundidas pelo mercado, elas são bem diferentes, não somente em relação ao significado, como também quanto à responsabilidade de quem ocupa esta posição. Enquanto chefiar é um estágio inicial no qual a pessoa alcançou um cargo diferenciado, liderar é uma etapa mais avançada que exigirá novas competências, técnicas e muitas atitudes compatíveis com a responsabilidade.
O desenvolvimento do nosso país será alcançado não apenas com estímulos econômicos, mas principalmente com mudanças culturais, levando o brasileiro a equacionar a Tríade apresentada, reduzindo o seu grau de imediatismo, comprometendo-se mais com suas escolhas e investindo com robustez no desenvolvimento de líderes, tanto da iniciativa privada quanto da pública, sendo esta última mais do que urgente.


Se quiser falar comigo, me envie um e-mail: roberto.madruga@conquist.com.br
Até a próxima!




Fonte: http://www.mancheteonline.com.br/a-triade-para-a-prosperidade/
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