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A mentalidade do consumidor como foco do seu design

Ao entrar pela primeira vez em um site, nos deparamos com um ambiente totalmente novo. Contudo, se os profissionais que arquitetaram o domínio fizeram seu trabalho de forma correta, não teremos dificuldades em entender o funcionamento desse espaço. Por conta do costume de acessar outros sites – sejam do mesmo ramo, ou não – criamos uma ideia do que podemos encontrar pela frente.

É importante observar que esse hábito de pré-moldar os cenários não é exclusivo dos momentos em que navegamos nos meios digitais. Assim que entramos numa loja ou mercado, imaginamos quais itens estarão em quais seções, bem como a ordem que elas terão. Quais produtos estarão mais visíveis? Quais estarão mais perto dos caixas? Quais estarão em áreas melhor iluminadas? Apesar de não refletirmos acerca dessas questões, construímos as respostas de forma inconsciente porém intuitiva.

A esse fenômeno damos o nome de “modelo mental”. E sendo imaginados sempre de forma relativa a um coletivo, nada mais esperado que tais padrões mudem. As transformações podem ser tanto culturais (afinal, cada sociedade de cada país terá sua própria linguagem, costumes e referências) quanto temporais. Por décadas, o símbolo associado a salvar algo sempre foi um disquete. Contudo, tal objeto entrou em tamanho desuso, a ponto de muitas pessoas da atual geração jamais terem visto um ao vivo. Podemos imaginar o mesmo acontecendo, por exemplo, com interruptores. Apesar de serem facilmente associados a ligar ou desligar alguma configuração, futuramente essa relação pode ficar fragilizada.

Assim, para melhorar a experiência do usuário, é necessário sempre dispor os serviços e produtos de forma que lhe sejam agradáveis e intuitivos. A pirâmide abaixo demonstra quais elementos são primordiais para construir uma boa experiência do usuário:

piramide_userXperience

 

Nos meios digitais, os consumidores esperam ter controle sobre o que acessar e como acessar, que as marcas informem tudo que for preciso e sejam transparentes quanto a seus princípios e propósitos. Compreender os modelos mentais que formam a parte maioritária dos clientes é essencial para moldar os domínios e estabelecimentos que serão pontos de contato com eles. Chegar a essa realização envolve mapear a jornada do consumidor, seus hábitos e preferências. O resultado será uma tradução da marca como clara, objetiva, confiável e consistente com o que era esperado, criando grande valor para seu público.

Artigo inspirado em: What is a costumer mental model?

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