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A Importância da cultura de feedback para o Brasil

“Como posso te ajudar?” Quando ouvimos essa pergunta, uma das últimas situações que pensamos é a de um líder se colocando à disposição de um colaborador da empresa. É uma questão cultural no Brasil, com origens bem antigas.

Aqui, diferente de outros lugares, o gestor ocupa uma posição na qual ele apenas demanda, mas não é demandado pela sua equipe. Esse comportamento gera uma linha de comunicação de mão única e a equipe fica receosa de solicitar ao gestor ajuda em determinadas atividades ou até de compartilhar aflições do dia a dia.

Nessa dinâmica, o feedback se torna um ponto ainda mais sensível, principalmente quando é vindo do time para o gestor. O feedback, em si, não é algo difícil. Se a escrevermos no Google Tradutor teremos a palavra traduzida como “comentários”. Ao pesquisar em dicionários de Língua Portuguesa, as definições serão algo como “retorno de uma informação”.

Em inglês, as definições são semelhantes. Em resumo, feedback é o comentário que podemos fazer em relação a algum comportamento, material produzido ou ação realizada. Moleza? Não é moleza, não!

O sentido que as pessoas atribuem a palavra feedback depende de como é definida a relação de trabalho entre gestores e colaboradores dentro da empresa. Tem quem entenda o feedback como positivo ou negativo.

Tem negócios que institucionalizam o feedback para ser apenas um momento de diálogo entre os envolvidos a cada seis meses, ou cada três meses ou a cada mês. Eu, na verdade, dou feedback o tempo todo para minha equipe e também recebo feedback o tempo inteiro. Para mim, esse momento é extremamente construtivo.

Feedback no Brasil
Sou americano e venho de um mercado onde a cultura do feedback é diferente. Nos Estados Unidos, somos acostumados a conversar uns com os outros o tempo inteiro sobre os resultados do trabalho. Somos diretos e em geral não temos problemas em relação aos feedbacks.

Enxergamos que ele é um exercício importante para a construção do negócio e para o desenvolvimento das pessoas. Esse comportamento pode parecer estranho para o mercado brasileiro.

Minha experiência no Brasil me mostrou que o feedback aqui se relaciona com sentimentos como medo e mágoa. Percebo que as pessoas têm muito receio em criticar o trabalho dos colegas e magoá-los.

Note que, quando falo de crítica, me refiro a algo que é construtivo. Não adianta apontarmos para ações da equipe ou dos colegas sem trazer uma ou mais alternativas que podem ser trabalhadas. Eu incentivo também o feedback entre pares.

As pessoas que estão na mesma equipe devem conversar o tempo inteiro sobre como podem otimizar o seu trabalho e o papel de cada um no dia a dia, afinal todos estão juntos para alcançar o mesmo resultado.

Acredito também que o trabalho de feedback está intrinsecamente ligado à cultura e aos valores da empresa. Uma empresa com dez anos de existência, por exemplo, não pode querer incentivar a troca de ideias na rotina de um dia para o outro se nunca fez isso na sua história.

O feedback funciona muito bem se ele nasce com a empresa. Se as pessoas costumam conversar abertamente umas com as outras, ele não é visto como algo ruim.

Confira a matéria completa em: Revista PEGN

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