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Jornal
do Lojista Vendas Treinamento da equipe e ambiente da loja devem ser considerados Sondagem é eficaz para conhecer o consumidor SIMONE GARRAFIEL Vender bem não é sinônimo de abrir um sorriso e mostrar dezenas de produtos. Consultores de varejo afirmam que, para garantir a satisfação do cliente, é preciso que se faça uma sondagem eficaz, observando a real necessidade do consumidor. Demonstrar os produtos antes de conhecer o perfil e a vontade do cliente pode significar a perda de uma venda. Além do treinamento constante das equipes de venda, cuidar do ambiente da loja, o qual deve estar de acordo com o público-alvo, é outro fator que deve ser levado em consideração pelos lojistas. De acordo com Roberto Madruga, consultor da Conquist - Inteligência na Gestão, uma das estratégias mais eficazes para alcançar resultados positivos nas vendas, com sondagens coerentes, é a capacitação das equipes, com instrutores experientes, dinâmicos e focados no negócio dos seus clientes. Para trabalhar técnicas de abordagem eficazes com as equipes de venda, Madruga diz que há fatores imprescindíveis, como a identificação correta da propensão de compra do cliente e a percepção do tipo de personalidade deste cliente, para fazer a argumentação certa. "Além disso, é preciso observar e ouvir o consumidor, ser cortês e gerar empatia. O resultado da efetividade destes fatores é o aumento das vendas e do nível de fidelidade dos clientes", acrescenta o consultor. Um bom treinamento em vendas é fundamental para a construção de argumentos e para a apresentação do produto ideal, diz Ulysses Reis, consultor da Treinasse Soluções em Varejo. "O vendedor não pode ser mecânico. O ideal é que seja perceptivo e criativo. Ou seja, absorver o treinamento e, em cima do que foi ensinado, personalizar a abordagem", afirma. Outro fator que deve ser levado em consideração é o conhecimento do produto. Reis diz que muitos vendedores possuem uma abordagem frágil, porque não conhecem o que estão vendendo. "Assim, acabam fazendo perguntas desnecessárias, cansando o cliente e, conseqüentemente, perdendo a chance de fazer uma boa venda", ressalta o consultor. Entre os pecados cometidos por muitos vendedores, Madruga enumera a falta de atenção ao cliente, a abordagem fora da loja, o fato de subestimar o potencial do cliente, a arrogância e a tentativa de vender produtos que não estejam de acordo com a necessidade do consumidor. O consultor orienta que, para captar estas falhas, umas das técnicas a se utilizar é a do cliente-surpresa, quando é feita uma simulação de venda com um profissional fazendo o papel de cliente. Ilana Salama, proprietária da loja de roupas infantis Bit Bet, é uma das lojistas que se preocupa com a abordagem feita pela sua equipe de vendedores. Ela explica que os recém-contratados passam cinco dias em uma das unidades da loja fazendo o reconhecimento dos produtos e participando de trabalhos de incentivo à criação de um relacionamento pessoal com o cliente. - A idéia é que se forme um clima de descontração e acolhimento, dando espaço para o cliente respirar. Ele é que dará o consentimento para a abordagem do vendedor. Fazemos um trabalho de humanização do atendimento, junto a uma psicóloga, onde o comportamento humano é teatralizado, para que a equipe saiba como lidar com nossos consumidores - ressalta Ilana. Além do fator interpessoal, Ilana diz que o treinamento é complementado com o conhecimento das tendências da moda, para saber o que indicar para o cliente de acordo com o estilo da criança. "Não podemos errar, no que diz respeito à necessidade do cliente. Se o vendedor mostrar produtos que não tenham a ver com a criança, perde a venda", afirma. < - São ciclos de palestras, as quais serão ministradas até outubro, para tirar dúvidas sobre como vender bem e conhecer o cliente. Este projeto será contínuo, desenvolvido a cada ano, já que o consumo é dinâmico e é preciso melhorar sempre - destaca Cecília Figueiredo, gerente de marketing do shopping. De acordo com Cecília, desde o início do ano foi registrado um aumento nas vendas, o que pode ser um retorno do projeto. "Vamos acompanhar o fluxo de clientes e as vendas nas lojas, para vermos os resultados. É importante esta parceria com o lojista, pois é uma maneira de ajudá-lo em suas estratégias e de fazer valer as taxas que são pagas à administração do Nova América." A consciência de que bons resultados são alcançados com equipe bem treinada tem feito lojistas procurarem, cada vez mais, as consultorias especializadas, que apresentem metodologias modernas, informa Madruga. - O treinamento profissional é fundamental, assim
como a escolha dos vendedores. Se este não tiver jeito para o
atendimento, o melhor é ocupá-lo com funções
burocráticas ao invés de colocá-lo na linha de
frente. O avaliador precisa ser sério e ter boa metodologia.
Um futuro vendedor tem que passar pelos testes psicológico, grafológico
e situacional - afirma o consultor da Conquist, lamentando que 70% das
contratações atuais são feitas de forma empírica. Neste cenário, várias questões estão sendo analisadas. Dentre elas, o problema da logística na participação da indústria - que deve preparar-se para atender de forma eficiente o setor, procurando a garantia de qualidade dos alimentos. As mudanças que vêm ocorrendo no segmento de alimentação são fomentadas pela crescente divulgação na mídia sobre os perigos do consumo de alimentos contaminados e a constante recomendação para se selecionem estabelecimentos preocupados com a excelência de seus fornecedores e com o manuseio de seus produtos. Nos últimos meses, por exemplo, nos deparamos com problemas de contaminação do salmão cru, proveniente do Chile, em São Paulo. O Ministério da Agricultura notificou as autoridades chilenas sobre o problema e pediu informações sobre as condições sanitárias da criação e exportação daquele peixe para o Brasil. As preocupações com a segurança alimentar e a exigência cada vez maior de garantias de qualidade e de informações sobre os métodos de produção podem ser afiançadas com a adoção da rastreabilidade dentro da cadeia de food service. A rastreabilidade é entendida, aqui, como a habilidade de traçar o caminho da história, da aplicação, do uso e da localização da cada mercadoria. Ela possibilita um controle total de todas as etapas da cadeia de suprimentos, fornecendo instrumentos fundamentais para a análise e gestão de riscos. Controlando-os melhor, a empresa pode maximizar seus resultados, além de oferecer confiabilidade ao consumidor. Embora o rastreamento ainda não seja uma exigência formal de alguns segmentos, as empresas vêm investindo nessa ferramenta como parte de sua estratégia de mercado e como fator de diferenciação de seus produtos. É necessário que exista essa consciência em toda a cadeia, para que se respeitem as questões de segurança alimentar que envolvem a qualidade de alimentos desde o plantio, passando pela armazenagem, o recebimento, preparo e conservação. Hoje, os consumidores querem boa qualidade aliada ao sabor; por isto, é fundamental monitorar o processo desde a recepção da mercadoria até o momento em que a refeição é servida. O aprimoramento dos pratos e a implementação de controles modernos geram crescimento e credibilidade. A boa cozinha é uma arte, e o caminho para o sucesso começa com a excelência dos produtos à mesa, os quais podem resultar numa magnífica experiência gastronômica de seus clientes. |
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